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Iluminação

Em geral, os principais critérios para escolha da iluminação dos ambientes nos condomínios são economia e desempenho. Porém, deve-se levar em conta também o uso que será dado ao espaço, evitando o desperdício e o aumento das contas no fim do mês. É preciso saber quais ambientes devem ter iluminação permanente ou não. Torna-se importante definir ainda o tipo de lâmpada mais adequado para funcionarem com temporizadores, algumas delas têm a vida útil comprometida com o movimento contínuo de acende e apaga. Por isso, é importante desenvolver um projeto de iluminação que integre orientação técnica, segurança e economia. Outro aspecto a ser considerado é que a iluminação de emergência deve compor o projeto de prevenção e combate a incêndio da edificação e é obrigatória por lei. Leia mais sobre o assunto.

Iluminação: Por que fazer um projeto?

Planejamento integra comunicação, segurança e economia


Como evitar que as luzes da garagem fiquem acesas o tempo todo, gerando enorme desperdício e elevando a conta da energia ao final do mês? Por outro lado, como instalar sensores de presença ou temporizadores de forma a garantir um acendimento automático e rápido, que ilumine o ambiente em período suficiente enquanto o usuário estiver no local? Neste caso de acende-apaga, qual a lâmpada mais adequada? “A lâmpada fluorescente não convém a um sistema de minuteria, que acaba com a vida útil dela, pois os reatores são feitos para funcionarem o dia todo e não ficarem neste movimento de liga-desliga”, exemplifica a arquiteta Esther Stiller, presidente da Associação Brasileira de Arquitetura de Iluminação (AsBAI).

Apesar de corriqueiro, este já configura um exemplo forte o suficiente para justificar a contratação de um profissional especializado para desenvolver projetos de iluminação nas áreas comuns dos condomínios. “O projeto ajuda a especificar as instalações mais apropriadas para cada ambiente, aberto, semi-aberto ou fechado”, acrescenta Esther. Ele considera ainda a presença ou ausência de vigas de concreto, item importante para definir a posição e altura das luminárias. As normas técnicas também devem ser consideradas, pois trazem orientações quanto à quantidade mínima de luminância em cada tipo de espaço, observa a arquiteta.

O objetivo é assegurar um fluxo luminoso suficiente para garantir a comunicação entre o espaço e o usuário, bem como a segurança, pondera o engenheiro eletricista Marcio MissaoBabazono, empresário do setor de elétrica. As garagens escuras, por exemplo, “podem provocar acidentes e desconforto aos moradores”. A NBR 5413/92, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), especifica que as garagens tenham entre 200 a 300 lux em qualquer ponto. Já em locais não planos, como rampas, escadas e declives, “o fluxo luminoso deve ser maior e, em caso de rotas principais de fuga, sinalizado com adesivos adequados (luminosos ou refletivos)”, orienta o engenheiro Marcio Missao. Outro aspecto fundamental a ser abordado nos projetos é a iluminação de emergência para situações de falta de energia, a qual “deve sinalizar adequadamente as rotas de fuga”, lembra o engenheiro.

Responsável pela remodelação da iluminação do Edifício Alitalia, um residencial localizado na Vila Olímpia, zona Sul de São Paulo, Marcio Missao mudou o sistema de acendimento automático da garagem do local. Conforme a descrição feita pelo zelador Paulo Martins da Silva Neto, foi instalado um “pequeno transformador, que aciona todas as lâmpadas ao mesmo tempo”, ao contrário do esquema anterior, em que havia um sensor para cada fase. “Melhorou muito, porque agora as lâmpadas permanecem acesas enquanto houver gente circulando, o que garante a eficiência do sistema de CFTV”, comenta o zelador. Na verdade, o novo projeto veio mesmo atender a demanda da área de segurança do condomínio, acrescenta Paulo Neto.

Segundo ele, o edifício realiza uma gestão mensal de toda a iluminação das áreas comuns com empresa especializada. Para a presidente da AsBAI, Esther Stiller, a consultoria profissionalizada auxilia no atendimento dos requisitos de desempenho do fluxo luminoso, de eficiência energética, sustentabilidade e estética. A entidade, criada há dez anos, pretende justamente “instrumentar os profissionais da área para que tenham mais condições, conhecimento e habilidade criativa no desenvolvimento dos projetos de iluminação”. (R.F.)


Iluminação - Solução

Valor de uso e social também deve ser considerado

Economia e desempenho representam os principais critérios para a escolha da iluminação dos ambientes, mas segundo o arquiteto GuinterParschalk, especialista em luminotécnica, as decisões devem passar também pelo uso que se dará ao espaço. Com projetos desenvolvidos no Brasil e Exterior, Guinter observa que “a luz é o suporte da percepção visual, já a lâmpada, luminária e automação são ferramentas utilizadas para se conseguir o resultado

pretendido”. Ou seja, “a iluminação é um conceito que começa a ser mais compreendido enquanto desempenho sobre o ser humano, suas atividades e reflexos na produtividade e no comportamento”.

Assim, um hall social com pé direito duplo descartaria, em um primeiro momento, a instalação de luminárias afixadas no teto, porque de difícil manutenção. Entretanto, “se o projeto arquitetônico exigir esse tipo de solução, então que se opte por lâmpadas com ciclo de vida mais longo”. Conforme pondera o arquiteto, “a iluminação revela o espaço, cada um tem seu critério de valor social e de uso, de segurança e de permanência, entre outros”. Em uma área externa, é ideal que o projeto de iluminação esteja associado ao tipo de paisagismo do local, mas não se pode perder de perspectiva, é claro, a segurança e economia.

Além da segurança patrimonial, Guinter chama a atenção para a autosegurança, ou seja, um projeto de luminotécnica que permita ao condômino se orientar para um deslocamento seguro, ao percorrer trajetos e descer ou subir degraus. “É preciso reforçar a iluminação quando há mudanças físicas no caminho, uma espécie de sinalização que irá apontar alterações no padrão do calçamento, a transição da escada para o plano e vice-versa, entre outros.” Na segurança patrimonial, devem ser considerados aspectos como a potência e o uso de sensor de presença. “As halógenas são bastante eficientes e mais utilizadas”, diz. Nas áreas de lazer e entretenimento, o arquiteto também recomenda o sensor.

Nos ambientes internos, entretanto, começam a ter mais força o gosto, o padrão arquitetônico e o valor social ao qual estão associados os moradores. “A luz tem que trabalhar em conjunto com essa linguagem, mas pensar ainda em soluções que não compliquem o dia a dia do lugar.” Outro aspecto a ser levado em conta é que um mesmo espaço físico, por exemplo, comporta diferentes tipos de luminárias, que poderão criar ora uma atmosfera mais relaxante, ora mais estimulante. É o caso das salas de fitness, que abrigam atividades aeróbicas e de relaxamento, como a ioga.

Já um lugar que exige uma boa equação entre uso e economia é a garagem. A grande dúvida dos síndicos é deixá-la ou não permanentemente iluminada. O síndico Ricardo Homem Del Rey Souza, do Condomínio Edifício Barão de Ladário, localizado no Campo Belo, zona Sul da cidade, conta que optou por dotar as luminárias fluorescentes da garagem de um sistema de gerenciamento de tempo com sensor de presença, programando um período mínimo em que devem ficar acesas de forma a evitar o liga-desliga, com a conseqüente queima e sobrecarga das lâmpadas, mas também disponibilizando iluminação 24 horas por dia. Elas estão afixadas no teto com capa plástica, para evitar a entrada de poeira e permitir a limpeza de sua superfície, garantindo sua eficiência, diz Ricardo. Segundo o arquiteto Guinter, a iluminação bem distribuída e protegida da fuligem do escapamento, além de lavável, é a grande tendência para as garagens.

Fonte: http://www.direcionalcondominios.com.br

 

 
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