Página inicial Matérias Eventos Eventos Classificados Fale conosco


matérias

Aumento da violência em 2010

De acordo com o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação
e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), só até a
metade deste ano ocorreram 11 arrastões e 2 tentativas de assaltos em
prédios na capital paulista, contra 17 assaltos em todo o ano passado. Esse
aumento da violência faz com que os condomínios invistam cada vez mais em
equipamentos de segurança.

Para Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e
Condomínios da entidade, a boa segurança começa no projeto do
empreendimento, que deve prever a instalação de câmeras de vigilância e
cercas elétricas em locais estratégicos. "Assim como a tecnologia, o
conceito de segurança evolui. O que era considerado seguro há 20 anos, já
não é mais hoje e é preciso estar sempre se atualizando", observa Gebara,
acrescentando que um ambiente seguro se faz com a integração de medidas e
normas com adequações físicas, agregadas ao profissional especializado e a
alta tecnologia.

Além de equipamentos, é importante a seleção de funcionários que irão
trabalhar no condomínio e que deverão passar por treinamentos. "O síndico e
o zelador possuem um papel fundamental, informando e conscientizando os
moradores para a necessidade de seguir as regras, além de fiscalizar as
condutas dos funcionários", comenta Gebara. O Secovi-SP promove uma série de
cursos e palestras para síndicos e funcionários de condomínios e
administradoras, além de oferecer publicações e orientações a condôminos
sobre a importância do cumprimento dos regulamentos internos.

O primeiro passo é compreender que a maior arma dos bandidos é o fator
surpresa. Para não ser pego desprevenido, o síndico deve solicitar a
consultores especializados que façam análises de risco para a elaboração de
um plano de segurança do condomínio.

Este plano tem três etapas:

Plano físico – é a análise criteriosa das instalações físicas e onde é
preciso fazer uma adequação, visando dificultar o acesso, evitando ao máximo
a invasão. Exemplo: a construção de clausuras nas entradas de pedestres e
nos acessos a veículos. Como aliado importante, é aconselhável a utilização
dos equipamentos eletrônicos, que têm como principal função auxiliar os
funcionários e moradores na vigilância das instalações. Exemplo: controle de
acessos, sensores de alarmes e circuito fechado de televisão.

Plano operacional � consiste em procedimentos operacionais, com regras
especificas para cada integrante do sistema (condôminos, moradores,
funcionários e usuários), as quais deverão ser aprovadas em assembleia e
obedecidas por todos.

Plano de contingência - definição das situações críticas, de modo que todos
os envolvidos no sistema, durante a concretização do risco, possuam um
roteiro de ações que devem ser implementadas, visando o restabelecimento da
normalidade.

Após a fase de planejamento deve-se dar muita atenção ao treinamento dos
funcionários, que estarão na operação de todo o sistema e conscientizar os
condôminos e moradores, através de palestras, circulares e quadros de
avisos, para se manterem integrados. Em função de suas características, cada
condomínio deve estudar o que melhor lhe convém, proporcionando um maior
estado de segurança a todos.

Fonte: Diário do Comércio SP - Por Carlos Ossamu



 
Página inicial