Página inicial Matérias Eventos Eventos Classificados Fale conosco


matérias

Síndico líder: ave rara em nosso meio

Nem sempre o síndico é o líder do condomínio. Tem síndicos que se perpetuam no cargo porque ninguém quer assumir a posição.

Conheço muitos condomínios que estão sendo mal administrados, e irão continuar assim pelo resto da vida, a não ser que uma alma santa, realmente competente, encarne a figura de abnegado e se candidate na próxima eleição.

O que faz com que poucos se habilitem à função? Um dos motivos pelo qual mais pesa nesta decisão tem sido o fato da isenção da taxa de condomínio. Por uma isenção alguém, sem a mínima competência, se candidata e ganha eleição.

Lembra-se de Alfredo Strossner, no Paraguai? Ele sempre vencia as eleições. Sabe por quê? Ele era o único candidato do povo. Ditador, incompetente sem a mínima condição intelectual para governar um país Strossner sempre foi reeleito presidente.

Em meus cursos, eu costumo repetir um jargão: assim como no Brasil, “um condomínio tem a cara do síndico”.

Condomínio com saldo negativo, inadimplência excedendo a R$ 2.000,00 reais mensais, balancetes complicados de se ler, aparência e pintura comprometedoras, sujeiras nas áreas comuns, taxa condominial alta em relação aos demais, desorganização, despesas ordinárias excessivas e demais discrepâncias são indicadores evidentes da incompetência do síndico perpétuo.

E, muitos me perguntam: e a administradora, por que não interfere neste contexto? Ledo engano pensar que uma administradora de condomínios tem como função interferir nos assuntos internos do seu cliente. O papel da administradora é outro, se não auxiliar o síndico nas questões meramente administrativas.

A administradora executa o que o síndico ordena nada mais. Se o balancete é de difícil interpretação caberá ao síndico interferir junto a administradora e solicitar uma interface mais transparente. Se a inadimplência está acima dos padrões é de competência do síndico empreender ações que minimizem tal cenário. Um bom projeto de valorizar o patrimônio dos condôminos cabe ao síndico propor em assembleia e, esta deliberar, ou não, conforme a maioria dos presentes.

Síndico-líder competente é ave rara, nem sempre disposta a contribuir gratuitamente por uma boa causa.

Síndicos comprometidos com resultados quase sempre são pessoas assertivas, líderes e nem sempre simpáticos. Ao contrário daqueles que estão síndicos, julgando estarem em um concurso de popularidade, que travestidos de bonzinhos primam pela simpatia a custa do próximo voto.

O artigo 1.348 é bem claro no que compete ao síndico:

I - convocar a assembleia dos condôminos;

II - representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns;

III - dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio;

IV - cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia;

V - diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores;

VI - elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano;

VII - cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas.

No entanto, executar esse elenco de tarefas parece simples. Mas, nem sempre o que é simples é fácil. Caminhar em cima de um fio há 500 metros do solo é simples, basta ir andando, pé por pé. Mas, vá fazê-lo, e verá que não é tarefa fácil.

Estar síndico é simples, mas não é fácil. Esta atividade é plena de responsabilidades e deveres.

Chegará um tempo que esta função só poderá ser exercida por verdadeiros líderes competentes, comprovadamente gestores.

Quem viver verá!

Fonte: www.escoladesindicos.com.br

 

 
Página inicial