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Nova tarifa: energia reativa

A taxa de energia reativa, que só é cobrada na conta de luz de clientes de médio e grande porte, pode entrar na conta de todos os consumidores.

O consumidor não sabe direito o que é, mas poderá ter que pagar pela energia reativa, um custo a mais na conta de luz. A energia reativa é gerada pelo funcionamento das máquinas e aparelhos, mas não serve para nada. A força que faz um equipamento funcionar é a energia ativa, que realmente tem utilidade.
A energia reativa, na realidade, é uma energia desperdiçada. A legislação estabelece um limite para isso, o chamado "fator de potência". É a relação entre a energia fornecida para uma residência ou empresa e a utilizada de fato. O limite aceitável é 0,92. Abaixo disso, significa desperdício demais, e aí o consumidor terá que pagar por ele.

Para medir a energia reativa, a Light vai instalar relógios ns casas e condomínios. A concessionária diz que vai comunicar o cliente sobre a instalação. Se o cálculo estiver abaixo de 0,92, o morador terá um prazo de 90 dias para fazer a correção dos equipamentos, com a ajuda de um técnico. Caso contrário, vai ter que pagar pela energia desperdiçada. O custo, segundo a Light, costuma ficar entre 8% e 15% do valor total da conta.

As concessionárias alegam que uma resolução antiga da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite que a taxa seja cobrada de clientes residenciais.
"A legislação vigente permite à concessionária identificar os desperdícios, informar o cliente dos desperdícios e poder cobrar a partir de um determinado nível de desperdício", afirmou José Hilário Portes, assessor técnico da Light.
Roger Mann é síndico de um prédio em Ipanema e é contra a cobrança. Ele disse que vai procurar o Sindicato dos Condomínios para tentar um acordo com a Light, ou, então, vai recorrer à Justiça.

"É péssimo. É mais uma tarifa sendo colocada em cima do condomínio. Ou seja, aumento de custos para os moradores. Vamos tentar fazer uma ação contra a Light. Nós achamos que isso é indevido", finalizou Mann.

Fonte: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL125341-9097,00.html

 

 

 
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